terça-feira, 4 de novembro de 2008

não lugar - pra Ed



O Lugar nunca se caracterizará apenas por ser espaço, mas, antes de tudo, por ter significado. Ele transcende o físico e se coloca no universo da experiência. O homem, então, é o ponto central de sua definição.
O não-Lugar se afirma por suas manifestações peculiares de falta de identidade própria. Ele suga o potencial subjetivo de um determinado espaço existente e implanta em seu posto um novo espaço que se afirma como um Lugar sem “alma”.
Não-lugar virtual é aquele que não tem compromisso com a materialidade física. Ele se manifesta em espaço inaugurado por si próprio com sua nova dimensão. Talvez o mais notório não-Lugar seja a Internet.
O não-Lugar fantasia é aquele onde se materializam irrealidades, ou seja, as regras comumente usadas na concepção de espaços reais, como escala, materiais de construção e perspectivas, são distorcidas para permitir o sonho.
No não-Lugar simulado o fundamento é o engodo, a reprodução da realidade, o fantasma do outro. A sua afirmação depende e deriva da afirmação do preexistente sem que este consinta sua reprodução. É bem verdade que a cópia muitas vezes faz do original algo mais valioso, mas o que está em questão aqui não é o valor do original e sim o valor da cópia.
O não-Lugar espelho se dá quando a transformação do espaço é feita de forma que ele deixa de ser o Lugar que é se torna uma réplica de si no próprio sítio original, apagando o que havia antes. A nova identidade associada àquele espaço físico, então, legitima-se na Paisagem renovada e perde-se o Lugar que aquele sítio um dia foi.
Paisagem e Patrimônio, Leonardo Falangola.

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