domingo, 16 de novembro de 2008

mais bienal





E fui lá. Já havia de tudo. O que comer, o que beber, o que vestir, onde dormir... Ofereci companhia, ofereci um abraço. Não só deixei, mas também levei algo comigo. Abraço é troca.

sábado, 15 de novembro de 2008

o machado - pra Delas




Museu da Lingua Portuguesa - São Paulo

"SAUDADE. Por que sinto falta de você? Por que está saudade? Eu não te vejo mas imagino suas expressões, sua voz teu cheiro. Sua amizade me faz sonhar com um carinho, Um caminhar, a luz da lua, a beira mar. Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez... Só não quero perder sua amizade, esta amizade... Que me fortalece me enobrece por ter você." Machado de Assis

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

a bondade de estranhos - pra Delana


Maurício Ianês resolveu tocar em feridas em sua arte à mostra na Bienal de São Paulo. Vive do que lhe dão. De imediato, as perguntas: o que me dão? O que me dou? Sou o que me dão? Sou o que me dou? Mas o que mais me tocou: o que tenho dado para contribuir com o outro? Bondade? Necessidade.

"Nesta semana, o artista plástico Mauricio Ianês começou a performance “A Bondade de Estranhos”, na Bienal do Vazio. A idéia é ele viver como uma instalação, até o final da próxima semana, dentro do Prédio da Bienal - dormindo lá, comendo lá - sobrevivendo apenas da “bondade de estranhos.” Ele começou a performance nu, mas aos poucos vai ganhando presentes dos visitantes. Segundo a Folha de São Paulo, no dia da estréia ele já tinha ganho uma camiseta, uma torta de frango, uma garrafa d'água e um “amigo imaginário”..." http://santiagonazarian.blogspot.com/2008/11/bondade-de-estranhos-foto-pirre-gilles.html

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

não lugar - pra Ed



O Lugar nunca se caracterizará apenas por ser espaço, mas, antes de tudo, por ter significado. Ele transcende o físico e se coloca no universo da experiência. O homem, então, é o ponto central de sua definição.
O não-Lugar se afirma por suas manifestações peculiares de falta de identidade própria. Ele suga o potencial subjetivo de um determinado espaço existente e implanta em seu posto um novo espaço que se afirma como um Lugar sem “alma”.
Não-lugar virtual é aquele que não tem compromisso com a materialidade física. Ele se manifesta em espaço inaugurado por si próprio com sua nova dimensão. Talvez o mais notório não-Lugar seja a Internet.
O não-Lugar fantasia é aquele onde se materializam irrealidades, ou seja, as regras comumente usadas na concepção de espaços reais, como escala, materiais de construção e perspectivas, são distorcidas para permitir o sonho.
No não-Lugar simulado o fundamento é o engodo, a reprodução da realidade, o fantasma do outro. A sua afirmação depende e deriva da afirmação do preexistente sem que este consinta sua reprodução. É bem verdade que a cópia muitas vezes faz do original algo mais valioso, mas o que está em questão aqui não é o valor do original e sim o valor da cópia.
O não-Lugar espelho se dá quando a transformação do espaço é feita de forma que ele deixa de ser o Lugar que é se torna uma réplica de si no próprio sítio original, apagando o que havia antes. A nova identidade associada àquele espaço físico, então, legitima-se na Paisagem renovada e perde-se o Lugar que aquele sítio um dia foi.
Paisagem e Patrimônio, Leonardo Falangola.

fotografia - pra Ed



Abandonei minha coleção de fotos há cerca de três anos. O estranho é que percebo agora que nunca as perdi. Elas estão, uma a uma, na minha mente. O fato é que a fotografia não está lá no papel ou na tela do computador, ela está no que foi capturado do momento, do lugar, do espaço. Muito além das cores ou da falta delas, do enquadramento, da composição, está a experiência, o sentimento. E, no final das contas, é uma ilusão achar que a foto capturou algo. Ela só expressa algo que nós experimentamos. Ela é uma lembrança de algo que existe para além dela. A fotografia é um marcador de livros.

Acabo de chegar de uma viagem pela Chapada Diamantina com Ed, meu amigo-irmão. A retomada de algo adormecido, mas que não cessou. Foram várias as fotos. Elas estavam lá, prontas, enquadradas, em composições fantásticas, repletas de cores. Virou diversão encontrá-las espalhadas pelos caminhos que fomos trilhando. O melhor é que não havia máquina para tentar capturá-las. Isso nos deu uma liberdade incrível. As fotos foram registradas, mas elas não foram aprisionadas em bites ou papéis, mesmo porque nem poderiam. Continuam livres e vivas, como o que foi vivido. Na falta do marcador vou dobrar a pontinha da página para voltar a esse trecho do livro sempre que tiver vontade.